As ideias do Antifrágil e as habilidades do futuro

Nos últimos artigos vim falando das grandes mudanças que o mundo vem experimentando e quais ainda vem por aí. Como disse, o mundo está se tornando complexo, ou em uma denominação mais moderna, o mundo está VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo). 

E, para ilustrar essa mudança falei de modo geral sobre as principais ideias publicadas esse ano pela Singularity University Global Summit 2017, o maior encontro de Inovação do Mundo que acontece em São Francisco – USA. São várias as conclusões que indicam que as próximas duas décadas serão diferentes de qualquer coisa que vivemos nos últimos cem anos.

Mas, calma, não é motivo para desespero; pelo menos não para as pessoas (físicas e jurídicas) que entenderem esse processo e se prepararem para aproveitar as possibilidades. E o que é preciso para isso? Você sabe?

A partir deste artigo vamos explorar algumas conclusões apresentadas e montar a nossa “caixa de ferramentas” para enfrentarmos essa nova realidade. Aliás, mais do que enfrentar; vamos estudar como nos beneficiar com as dificuldades e ficarmos ainda melhores, ou seja, nos tornarmos Antifrágeis. 

Vamos começar? Quais são as habilidades esperadas para esse futuro? Segundo os pensadores que participaram da Singularity University Global Summit 2017, três habilidades se destacam e são esperadas: Criatividade, Empatia e Coragem.

A definição de criatividade não é um conceito fácil de ser enfrentado em poucas linhas, afinal, são vários os autores que já exploraram o tema. Mas, de forma resumida e simples, a criatividade é a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas; é o que nos faz humanos. Um dos autores que enfrenta a questão da educação e criatividade de forma profunda, e que vale a leitura, é Sir Ken Robinson, na obra “Libertando o Poder Criativo”.

A propósito, as empresas adoram colaboradores e líderes criativos. Nesse sentido, Ken Robinson cita um estudo promovido em 2010 pela IBM (Capitalizing on complexity) e assim descreveu (pág. 27): “O estudo identificou que no topo das agendas das empresas mundiais e líderes do setor público existem três perspectivas amplamente partilhadas. Em primeiro lugar, eles acreditam que um rápido aumento da complexidade é o maior desafio que os espera. Acreditam que essa complexidade deve continuar (ou até mesmo acelerar) nos próximos anos. Em segundo lugar, têm clareza de que suas organizações não estão preparadas para lidar com essa complexidade em um ambiente global. Em terceiro lugar, todos concordam sem hesitar que a competência de liderança mais importante para as empresas conseguirem enfrentar essa complexidade crescente é a criatividade. A consequências da falta de criatividade podem ser duras. As empresas que ficarem paradas correm o risco de serem varridas, e na história das corporações não faltam exemplos de empresas (e até setores inteiros) que naufragaram por resistir às mudanças”

O problema é que as empresas estão tendo muita dificuldade em encontrar estes profissionais criativos e que estejam preparados para essa mudança. Formar os criativos antifrágeis é uma das missões da ZenEconomics, inclusive.

A segunda habilidade esperada no futuro é a empatia, uma das características da inteligência emocional. De forma simples podemos dizer que é a capacidade de entender o jeito de ser das outras pessoas; sensibilidade relacionada a diferentes culturas; respeitar ponto de vista do outro sem precisar abrir mão do seu; reconhecimento de emoções em outras pessoas.

Segundo Daniel Goleman, inteligência emocional é a “… capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)

Sem querer esgotar o tema da empatia, podemos melhorar nossa habilidade de ser agradável, aumentando a confiança nas outras pessoas. Isto, não significa ser ingênuo ou bobo, mas requer que você se prepare para ver o melhor nas pessoas e não esperar pelo pior. E esta capacidade será importante em todas as esferas de relacionamento – pessoas entre si, empresas e colaboradores, etc.

Finalmente, e talvez a mais importante habilidade, está a coragem, qualidade comum aos heróis das histórias de ficção de quadrinhos e histórias de época. Entre as várias definições possíveis vou apresentar as duas que mais me agradam: “firmeza de espírito para enfrentar situação emocional ou moralmente difícil” e “coragem é a capacidade (muitas vezes tida como virtude) de agir apesar do medo, do temor e da intimidação”.

A verdade é que tanto os seres humanos, quanto as corporações têm medo de mudar. Ora, nada será mais necessário para enfrentar esse novo mundo VUCA do que a firmeza de espírito para encarar as mudanças, afinal, uma das coisas que mais amedronta o ser humano é o medo da mudança, também relacionado ao medo da impermanência.

A propósito no dia 07/11 recebemos a visita do Nassin Taleb no Brasil. Ele foi um dos principais palestrantes do HSM – Expo 2017, um dos mais importantes eventos corporativos do Brasil. Apesar de muito reservado e até refratário a exposição pública, Taleb deu a honra de ser entrevistado pelo Luiz Fernando Roxo – sócio e co-fundador do Zenencomics – e entre as perguntas feitas para ele, uma vale destaque; Taleb foi questionado sobre o que é Riqueza Pessoal para ele… Foi curto e grosso, mas preciso… “Riqueza é coragem!”. Nada mais Antifrágil e alinhado com o futuro que nos espera.

E você quer saber como desenvolver as habilidades do futuro e se tornar Antifrágil? Então nos acompanhe nos próximos artigos. Se não quiser esperar, já podemos te ajudar. Entre neste link e conheça sobre o Treinamento Antifrágil que acontece no dia 09/12. 

www.zeneconomics.com.br/antifragil

Abraço e vamos em frente rumo ao Mundo Vuca!

Luiz Afonso Roxo
CEO da ZenEconomics

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