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Há algum tempo temos nos dedicados ao estudo e ao aprendizado da educação financeira e o papel que o dinheiro tem em nossas vidas. Como muitas pessoas, também já me fiz a clássica pergunta: dinheiro traz felicidade?

Embora esta seja uma questão interessante, sua resposta não é simples. Porém, o fato é que vivemos em organizações sociais em que temos que lidar com o dinheiro e com relações financeiras desde o momento em que nascemos até os últimos dias de nossas vidas. Mais do que isso, até mesmo depois do momento em que morremos, nosso patrimônio é transformado em dinheiro e dividido entre nossos herdeiros, que se não tiverem lucidez e conhecimento, poderão acabar em enroladas demandas judiciais.

Sendo assim, se não temos como vencer o dinheiro, temos que nos juntar a ele. Com efeito, já me convenci que devemos aprender a nos relacionarmos com o dinheiro desde criança, como aprendemos a ler, escrever e contar; seja dentro de casa, nas relações familiares, seja nos bancos escolares.

Aliás, já temos vários estudos que indicam que a educação financeira e os hábitos saudáveis como planejar, poupar e investir já se adquirem enquanto crianças e adolescentes, sobretudo observando as atitudes dos pais. Filhos que têm pais com costume de poupar e dar um bom tratamento ao dinheiro tendem a adquirir essa conduta, que o acompanhará quando chegar na fase adulta. Diante desta evidência, começamos a ver alguns governos e algumas escolas cogitando acrescentar a disciplina de Educação Financeira em suas grades curriculares.

Essa seria uma ótima medida, que ajudaria as nossas crianças a se transformarem em adultos mais conscientes e preparados para conviverem com o dinheiro. E se engana quem acha que saber lidar com dinheiro se limita apenas a ganhar mais ou gastar menos; em verdade a relação com o dinheiro implica em trabalhar outros aspectos humanos como ambição, desejo, relacionamento, consciência social e ambiental.

Mas, enquanto a escola não vem, como podemos ajudar na formação dos nossos filhos? Pensando nisso, escrevemos um livro infantil de educação financeira chamado Benjamin e o Poder do Tempo. Neste, apresentamos a relação entre dois recursos importantes da nossa vida: Dinheiro e Tempo.

Além disso, pessoalmente passei a procurar oportunidades dentro de casa, em minhas relações familiares, para contribuir na formação financeira de meus filhos.

Uma ótima oportunidade é usar as datas festivas, como aniversário, dia dos pais e das mães, dia da criança e o tão esperado natal. Nestas datas é comum termos o seguinte fenômeno: a televisão bombardeia as crianças com o mundo encantado dos brinquedos, que precisamos ter a qualquer custo. Com isso, inicia-se o voraz apetite consumista e a normal ansiedade infantil, afinal, quem não gostaria de ter o carrinho mirabolante ou a boneca dos sonhos? E, junto com a ansiedade da criança é comum despontar o sentimento paterno/materno de culpa e insegurança – se eu não der o brinquedo tão desejado, será que eles continuarão a gostar de mim?

Neste mês de dezembro temos o Natal. Uma boa oportunidade para estudarmos educação financeira com nossos filhos. Quer ver?

Primeiramente temos que ter claro que deixar para comprar o presente na véspera ou no próprio dia é a pior decisão, pelo menos do ponto de vista monetário. Assim, se os pais quiserem economizar, devem comprar o presente com antecedência, de preferência nos períodos em que não temos festas, quando o comércio não está tão aquecido e os preços tendem a ser menores.

Mas, se os pais quiserem aproveitar para estreitar os laços com os filhos vale a pena esperar o período após a data para que o presente esteja dentro da órbita de desejo da criança.

Lá em casa fizemos assim no ano passado: dois dias antes da data (Natal) sentamos com nossos filhos (2 meninos: 13 e 9 anos) e definimos juntos um patamar de gasto que teríamos: R$ 100,00 cada um. Definindo o valor estimulamos o mais velho a fazer conta e encontrar algo dentro do valor dado e ambos perceberam que há sempre um limite quando o assunto é dinheiro, por maior que ele seja. Eis a primeira lição.

Depois disso, explicamos que eles poderiam comprar o brinquedo na véspera ou poderiam esperar passar a data e comprar depois. Qual seria a diferença? Aqui se encontra a segunda lição: os preços variam de acordo com a lei do mercado – oferta e demanda. Mostramos, por meio de exemplos e desenhos, que na data do dia das crianças todos vão às lojas desesperadamente, pensando mais no desejo de ter o brinquedo do que nos valores; vale dizer que o comércio fica aquecido e se aproveita disso aumentando os preços. Isto é, quanto maior a demanda, maior o preço.

A terceira lição está em mostrar que como queremos muito o brinquedo ficamos cegos aos números, deixamos de pensar e pagamos o preço que for pelo objeto. Pior, às vezes pagamos um valor maior do que realmente dispomos, dando vida à grande vilã: a Dívida. E se essa tiver origem em cartão de crédito então, usará contra nós uma arma mortal: os Juros.

Finalmente, a última lição (e não menos importante) é que o dinheiro tem valor relativo. O que isto? Simples: os mesmos R$ 100,00, diante do aumento de preços (oferta e demanda) tem o poder de comprar um brinquedo menor do que terá se comprarmos fora da data e com a cabeça fria, quando os preços diminuirão. Com menos ansiedade compramos um presente melhor, com preço menor.

Alguns poderão pensar, “puxa, mas vamos tratar a data do Natal de maneira fria, só pensando no dinheiro?”. “Vamos tirar o gostinho da criança de ganhar o presente?”. Penso que estas perguntas são legítimas, mas, acredito que estamos diante de uma nova oportunidade. Como? Lá em casa, no ano passado, participamos, na véspera do Natal de uma atividade com várias crianças, em que houve troca de brinquedos e sorteio de lembranças simples. As crianças se divertiram, brincaram e tiveram o gostinho de abrir o presente. Foi muito legal!

Outra ideia para tirarmos a ansiedade das crianças e aumentarmos a convivência teria sido construirmos juntos os brinquedos com material reciclado, por exemplo.

Enfim, o Natal pode ser uma maravilhosa oportunidade para estudarmos educação financeira com nossos filhos e estreitarmos ainda mais os laços de amor. Não tinha pensado nisso? Não se preocupe, não faltarão aniversários, natais, páscoas, etc.

Quer aproveitar para aprender junto com seu filho? Então estamos lhe oferecendo o nosso livro Benjamin e o Poder do Tempo. Você pode ler para seus filhos ou presenteá-los. Basta clicar no link. E se quiser, pode compartilhar com seus amigos e parentes.

Feliz Natal e ótimo Ano Novo!

Luiz Afonso Roxo
CEO da ZenEconomics

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