Minha Vida Antifragil

Hoje vou fazer diferente, vou pedir licença e fazer uma pausa nos temas que tenho apresentado nas últimas semanas: a Antifragilidade e as habilidades do futuro.

Você deve estar se perguntando, “por que?”. Porque eu quero te contar uma história, A MINHA HISTÓRIA!

Esse tem sido um ano maravilhoso para nós da ZenEconomics e para a Antifragilidade. Tivemos a oportunidade de fazer vários treinamentos em empresas e instituições, desde Hotel Emiliano, passando pelo Hospital das Clinicas e falando para os Juízes da Lava Jato no TRF4 e muitos outros! Fizemos 3 cursos presenciais de Antifragilidade e levamos essa ideia para mais de 600 colaboradores de empresas.

Se não bastasse tivemos a honra de receber as lições da Anfragilidade diretamente do Mestre Nassin Taleb, pai do conceito Antifrágil. Ele esteve no Brasil por ocasião da HSM Expo 17 e tivemos a oportunidade de entrevista-lo! E ele só deu essa entrevista nesta ocasião.

Mas, muitas pessoas me perguntam o que é Antifragilidade?

Taí, explicar esse profundo conceito com poucas palavras não é uma tarefa fácil. Então, vou explicar com uma passagem da minha vida.

Em 1992, com 19 anos, fui “convidado” a escolher a faculdade, decidir a minha futura profissão, definir meu destino. Parece uma decisão simples. Mas, é preciso lembrar que apesar de jovem e sem muita convicção por falta de maturidade, esta decisão nos acompanhará pelo resto da nossa jornada. Portanto, é uma decisão difícil para quem ainda está tentando se entender.

Sem nenhuma convicção acabei me inscrevendo em Engenharia, afinal, gostava do desafio da matemática e meu pai tinha uma indústria química. Decisão lógica não? Mas, ela não levou muito em conta qual seria a minha razão de ser.

Nos primeiros meses tudo é festa. Fiz amigos novos, jogava futebol no time da atlética, tudo uma maravilha. Mas, com o tempo comecei a sentir o peso da decisão. Por mais que gostasse das ciências exatas, comecei a perceber que não queria ser um engenheiro para o resto da vida. Esse processo começou a me deixar infeliz. Porém, apesar do sofrimento precisava ser resiliente, ou seja, aceitar esta condição, me adaptar e seguir em frente, mesmo que isso chocasse com a minha real natureza.

Contudo, estava cada vez mais triste e estressado. Mas, sou forte e tenho que seguir adiante (esse era meu mantra). Acontece que certo dia, passados 3 anos, me encontrava em um estado limite de estresse; e, como não decidia interromper esse ciclo, o meu cérebro resolveu agir por mim. Simplesmente quando estava entrando na faculdade tive um mal súbito, desmaiei e acordei 2 horas depois na enfermaria. Tive uma convulsão por estresse semelhante a que teve o Ronaldo Fenômeno na copa de 1998.

Fiz uma bateria de exames neurológico e não tinha nada. Era um quadro de estresse agudo. Não poderia mais ignorar os meus sentimentos e minha natureza, me forçando a ser um engenheiro. Decidi abandonar a faculdade após 3 anos. Mas, o que faria com esse período…simplesmente jogaria fora?!

Não. Era preciso aproveitar esse evento caótico. Mesmo sem saber comecei a trilhar um caminho Antifrágil. A partir daí achei uma forma de usar minha expertise em exatas; passei a dar aulas particulares de matemática física e química. Foi maravilhoso, pois além de me descobrir educador, ganhei dinheiro suficiente para pagar o cursinho, a nova faculdade e ainda comprei um carro. Além disso, seguindo a orientação médica procurei uma atividade que unisse atividade física com relaxamento mental; me tornei praticante de Kung Fu, arte marcial que pratico há mais de 20 anos e que me tornei faixa preta.

Pois é, se eu tivesse tido uma postura resiliente, provavelmente teria voltado e terminado a faculdade de engenharia e hoje seria um engenheiro, mesmo que isso fosse contra o meu sentimento íntimo de que ser engenheiro não era a minha missão.

Olhando para trás, mesmo sem saber o conceito de Antifragilidade na época, penso que acabei seguindo um caminho antifrágil. Dei aulas particulares para crianças reforçando a certeza na missão como educador, adquiri uma capacidade grande de organizar um raciocínio lógico, focando na pergunta e organizando a solução do problema, me formei como advogado que sabe fazer conta e virei um faixa preta em Kung Fu. De forma mais ampla, aprendi que não podia focar apenas em um recurso (dinheiro, profissão), mas precisava equilibrar os recursos (saúde, emoção).

Depois disso, aplico a Antifragilidade em minha vida. E, agora cumpro a missão de compartilhar esta postura para mais pessoas por meio do ZenEconomics.

Se, pudesse resumir o que essa experiência me ensinou é que mais do que ser resiliente (capacidade de voltar ao estado normal depois de um caos), é preciso ser Antifrágil (capacidade de se beneficiar do caos). A antifragilidade é a evolução da resiliência.

Não ficou satisfeito com a minha singela explicação. Quer sabe mais?

Então eu te desafio a entrar nesse link www.zeneconomics.com.br/antifragil e se inscrever no nosso próximo treinamento de Antifragilidade que vai acontecer no dia 09/12.

Juntos avançaremos na competência de sermos Antifrágeis!

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