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O avanço educacional

Venho falando das principais conclusões encontradas no primeiro dia da Singularity University Global Summit 2017, o maior encontro de Inovação do Mundo que acontece em São Francisco – USA e como elas vão impactar a vida das pessoas, físicas e jurídicas, no mundo VUCA.

Lembro que esse importante evento trata sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e da humanidade.

Por falar em humanidade, uma pergunta pode ter ficado no ar: Ok, vamos evoluir tecnologicamente, mas, do que servirá se o ser humano não evoluir? Do que adianta computadores melhores se o sentimento humano continua arcaico e egoísta? Sociedade melhor sem pessoas melhores, dá?

Neste artigo, vou abordar o que para mim são as mudanças mais significativas e que terão um papel fundamental e de impacto na evolução do ser humano; a Educação do Século XXI! Estes itens certamente serão os mais impactantes e acredito que serão objeto de muita resistência; mas, assim como o avanço da tecnologia!

  1. Ensinamos da mesma forma há cem anos. Sistema educacional é resistente a uma mudança disruptiva. Que tal just in time education? Se pegarmos uma foto de uma sala de aulas de 1917 veremos uma professora ao lado de um quadro negro de frente para os alunos disposto em filas de carteiras. Você sabe qual é a imagem de uma sala de aula 100 anos depois, em 2017? Pois é, exatamente igual. O professor é o interlocutor e os alunos meros receptores. A método do just in time education prevê professores e alunos como agentes reais e concretos da experiência do aprendizado;
  2. As instituições de ensino que existem hoje, em sua maioria, foram criadas com pressupostos de 60 anos atrás. O ensino médio é a chave para mudar todo o sistema educacional. O principal problema da educação é cultural. Há cem anos é igual. Muitos falam de customizar ensino para crianças, mas a chave é customizar ensino também para os professores. Um a um. Até a mudança ocorrer; a nova educação tem o seguinte desafio: ser um meio de CONEXÃO. Conexão entre alunos, pais e escola; entre professores e alunos; entre pessoas e instrumentos tecnológicos;
  3. Nossas premissas sobre o mundo podem limitar nosso pensamento. E isso faz toda a diferença. Recentemente um amigo me disse uma frase que me parece se encaixar exatamente nessa nova proposta de encarar as mudanças no mundo: “De nada servem o paraquedas e a mente se estiverem fechados”;
  4. Organizações não mudam até que todas as pessoas mudem; não se pode perder de vista que no mundo dos negócios as pessoas estão no começo do processo (criam e produzem), no meio (vendem) e no fim (consomem). Cada vez mais há uma urgência em harmonizar as pessoas: físicas (colaboradores) e jurídicas (empresa);
  5. Líderes exponenciais não tentam mudar o mundo. Eles tentam mudar a si mesmo; essa é uma realidade que vem sendo fortemente assimilada pelos novos líderes mundiais, contudo, reflete algo que já foi tratado várias vezes na humanidade. Quem não se lembra da célebre frase dita por Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Quem conhece sua história sabe que não só ele pregou essa reflexão como praticou. Demorou um pouco, mas está chegando o momento de mais pessoas se tornarem outros “Gandhis”, como por exemplo…
  6. Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro;
  7. O futuro da educação é learning by doing; A educação do “aprender fazendo” já é uma realidade na área de Treinamento, Desenvolvimento de pessoas e Educação Corporativa. Soma-se a isso 3 pilares importantes para a nova educação: Educação direcionada (aquilo que o aluno precisa), adaptativa (no formato que gere interesse no aluno) e continuada (medindo a evolução e propondo novas trilhas de evolução). A propósito essa já é a educação praticada no ZenEconomics!
  8. As pessoas vão aprender dentro de uma lógica de “nano-learning”, e não de um longo investimento em educação para usar somente um percentual mínimo daquilo que se aprende. Todos terão um portfólio de trabalho, que será “nano-desenvolvido”;
  9. O Vale do Silício tem uma palavra para descrever fracasso. Se chama experiência. Essa é uma das características de uma pessoa Antifrágil (aprende com os erros, usa o estresse como informação e sai ainda melhor do fracasso);
  10. Em poucos anos todos trabalharão para aprender, ao invés de aprender para trabalhar.

Estes itens certamente serão os mais impactantes daqui em diante e acredito que serão objeto de muita resistência; mas, assim como o avanço da tecnologia já é uma realidade, o avanço educacional é uma questão de tempo, afinal ele é essencial!

Nós da ZenEconomics já estamos nos preparando para essa nova Era na Educação e assumimos a missão de contribuir nessa mudança de paradigma. Quer saber como? É só clicar no link e se conectar com a gente!

zeneconomics.com.br

Luiz Afonso Roxo
CEO da ZenEconomics

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